domingo, 4 de dezembro de 2022

Chuva

Sabe aquele momento que parece eterno? Uma chuva daquelas: infinita, incessante, insuportável. As gotas grossas caindo no chão já alagado. O barulho alto, intenso, ensurdecedor. A gotera insistente na esquina do quarto. E os trovões? Maquiavélicos, diabólicos, enérgicos. Quase sinto meu coração parar, logo depois de acelerar. Poderia quase ter morrido de susto. Uma série de flashes dispersa minha atenção. É cada raio, que parece um espetáculo. A chuva roubou meu sono e me trouxe uma bela dor no pescoço. Quem vai acreditar quando de manhã eu falar que não dormi direito por causa da chuva? É pura covardia. Me sinto miserável, eu deveria ter um sono mais pesado.

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